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19.09.2014

Mais um da série: "Voando com segurança!!"

Boa Tarde Amigos,

Todos já devem ter ouvido e ou até vivido alguma situação onde por alguma mudança na condição do tempo ou até mesmo imprudência íamos sendo vítimas da desorientação espacial, por isso para enriquecer mais a discussão resolvemos partilhar a experiência de um amigo nosso piloto que ilustra bem o susto de uma situação como essa; estamos mandando também um excelente vídeo da FAA, que é antigo e talvez alguns até já tenham visto porém resume e explica brilhantemente esse fenômeno.

http://youtu.be/9zMZANwqGZU

"Numa manhã com bom tempo, decolando do SNEM com destino SBFZ, dois pilotos numa aeronave ultraleve básica tiveram boas razões para refletir sobre segurança após o termino de um vôo que lhes traria algumas surpresas.
Após cerca de 40 minutos de vôo depois da decolagem do Aeroclube de Pernambuco (SNEM), com autorização para o FL-075, próximo a 10 milhas do través do aeroporto de João Pessoa (SBJP), observaram uma grande barreira de nuvens cúmulos, era uma frente vinda do mar entrando no continente. Contornar as nuvens seria mandatório pois a aeronave não era equipada para vôos por instrumentos e os ocupantes não tinham treinamento para este tipo de vôo IFR.
A melhor opção naquele momento seria entrar pelo continente desviando poucas milhas a esquerda desta frente.
Ao começar a contornar a camada de nuvens, o piloto em comando percebeu uma brecha azul por trás destas e optou pelo menor caminho!
Esta decisão precipitada foi o limite entre o vôo correto e a incerteza. Ao penetrar no que acreditava ser apenas uma fina parede de nuvens, surpreendentemente, ela seria bem mais extensa que o esperado e traria junto consigo fortes correntes convectivas.
Os ocupantes foram surpreendidos por fortes mudanças de atitude da aeronave. Subitamente havia grande ascensão, com queda brusca da rotação do motor e da velocidade indicada, alguns segundos após, fortes correntes descendentes faziam a aeronave mergulhar, a rotação do motor subia rapidamente e sua velocidade chegava beirar a VNE. Aumentando esta situação crítica havia grande turbulência, principalmente nas mudanças de atitude.
Como já foi dito, a aeronave não possuía instrumentos indicadores da sua atitude, havendo um grande perigo de haver desorientação espacial nos seus ocupantes. Esta época foi o início da chegada em nosso mercado do GPS, na aeronave havia um modelo náutico portátil, que possuía uma pequena corda fixada a sua estrutura, pois bem, o piloto acompanhante logo fixou com sua mão a corda e o GPS pendurado no teto próximo ao para brisas. Apesar de não ser nada mais que um prumo, esta “arcaica” ferramenta serviu como grande ajuda aos aventureiros. Com ela claramente seria percebida a altitude da aeronave.
Evidentemente essa experiência foi um erro grave de avaliação do piloto e o pêndulo por sorte funcionou devido às fortes turbulências e convectivas que de certa forma impediam o vôo coordenado.
Se esta situação tivesse ocorrido em condições IFR, mas sem turbulências seria provável entrarem numa curva coordenada em espiral descendente até colidirem com o solo sem perceber nada, o pêndulo não acusaria mudança de atitude.
Para o vôo em condições IMC é necessário ser pelo menos piloto privado e com habilitação para vôo por instrumentos.
Aeronaves leves esportivas, ultraleves avançados entre outros, podem e devem possuir indicadores de atitude, mas estas aeronaves são unicamente para vôos em condições visuais, entre o nascer e o por do sol.
Entrar em nuvens sem treinamento adequado, equipamento e habilitação para tal é extremamente perigoso.
Para encerrar, os sobreviventes pousaram em Natal (SBNT) para abastecer e também por os pés em terra, no firme pavimento daquele aeródromo.
Seguir viagem depois para Fortaleza (SBFZ) foi bem mais calmo e com desvios em quaisquer nuvens, por menor que fosse."

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